O que fez de Carmen Mayrink Veiga um MITO?

Por De Olho Na Mídia | terça-feira, dez 12, 2017 | 145 views

Por: Thiago de Menezes / thiagoturismo@deolhonamidia.com


Essa é a pergunta que todos fizeram dado à grande repercussão de sua morte na imprensa brasileira. Carmen Mayrink Veiga, a elegante socialite brasileira de projeção internacional, que nos deixou no começo desse dezembro de 2017, foi uma mulher com muita personalidade acima de tudo. Única, diria! Rainha do glamour construiu em torno de si um verdadeiro mito social sendo tida como uma das mais bonitas e bem vestidas do planeta, além de articulada e surpreendente. E foi Maria Augusta Nielsen e Chica Dutra, também figura mítica da elite brasileira, que me aproximaram dela e desde o momento em que a conheci nunca mais a deixei de admirar. Ela me deu um broche de gatinho que guardarei por toda a vida. Era incrível conversar com uma mulher que compartilhava um mundo inatingível com os sequiosos comuns mortais à sua volta.

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No dia em que recebi a notícia de seu desaparecimento, escrevi, com sentimento nas redes sociais: “Desapareceu um pedaço de mim! Desapareceu a viga mestra de uma era de glamour, sofisticação e elegância que nunca mais existirá! Com a partida de Carmen boa parte de nossa antiga sociedade tradicional encerra um ciclo majestoso que reinou num Brasil mais orgulhoso de si e crente de seus princípios históricos e familiares.

Carmen foi um ícone, uma figura mítica de um tempo que já se foi. Amiga, conselheira, incentivadora esteve presente em muitos importantes momentos de minha jornada social. Mas, foi mais: – Personagem de vários de meus livros e, principalmente, de meus dias. Religiosa, apegada às régias histórias familiares, gostava de ouvir meus relatos desde Pirajuí, onde seu pai Éneas, daqueles italianos antigos e empreendedores que venceram, pontificou ao lado de d. Lula, sua mãe que vem a descender dos Lacerda Guimarães de Araras, contra parentes nossos.

Fez-me apaixonar pelos felinos, causa pela qual me dediquei durante anos. E todos os anos, desde os dias de Paris vinham seus cartões de Natal, com mensagens positivas escritas à mão com sua letra firme e marcante. E, como todos nós, passou por altos e baixos, mas digna, com olhar para frente, se adaptando ao futuro e a nova era. Não se abatia fácil, foi forte! Fortaleza que partiu no silêncio de seu belo apartamento meio a recordações únicas de uma vida grande. Não haverá no Brasil outra Mulher como Carmen Mayrink Veiga!!”.

E eu não estava errado. Essas palavras foram as que me brotaram naquele momento para tentar traduzir um pouco do muito do que foi a figura da “Primeira e Única, o grande mito da sociedade brasileira”, como tão bem a definiu Hildegard Angel. Notadamente, como todos sabem, o mito Carmen foi uma grande ativista da causa felina e por causa dela e pelo seu prestígio, o gato chamado vira-lata de pelo curto foi reconhecido como uma raça, a raça brasileira. Sua paixão pelos felinos era antiga, legítima e absoluta, tendo começando na pequena Pirajuí onde nasceu. Ainda na infância possuía quatro gatos na chácara onde residia fora o restante que a família costumava tratar. Tiveram gatos a vida inteira no Rio de Janeiro, cidade que adotou para si e também em Paris onde moraram alguns anos. Possuíam entre si uma grande conexão que só a ciência para explicar no futuro. Prova disso é uma clássica foto que mostra Carmen, ainda uma petiz, com o gato, laçarote e colar e já dando bandeira das suas preferências.

Ela, que foi a dona do gato pelo curto brasileiro Red Mackerell Tabby de nome So-Happy, era uma fonte inesgotável de aprendizado sobre os felinos. Durante sua vida, tudo de Carmen tinha gato. Nos bilhetes e cartões, ao lado de sua assinatura, sempre havia um gatinho desenhado, sendo que, na maioria das vezes, ela selava o envelope com o cromo de um gato. Nas paredes de seu banheiro, estampado com papel de parede de onça. Objetos de gato pela casa e porta retratos. E quando faleciam seus gatos, ela os enterrava num cemitério especial para bichos em Maricá, no interior fluminense. Eram notórios também os momentos em que ela reunia as amigas para as festas de aniversário de seus gatos de estimação.

Na tarde do domingo em que ela morreu, os gatos Top Show e Sylvie foram dos primeiros a perceberem que ela não estava mais lá. Eles eram amados e famosos. Mas, houve outros. Xima e Colombina foram outras que habitaram seus dias e a fizeram feliz e ela os fez também, pois era nítido o carinho e a reciprocidade dos felinos para com ela. Só quem viu pode atestar. “Eu sou gateira de carteirinha e quando alguém me diz que não gosta de gatos, quero DISTÂNCIA quilométrica!”, costumava repetir! Enfim, Carmen, patronesse de muitas exposições internacionais de gatos, foi única em todos os sentidos! E as fotos de reprodução que escolhi para reverenciar a amante dos gatos nessa despretensiosa matéria, mostram Carmen Mayrink Veiga e os gatos: Dois felinos!

R7 TORPEDO - DE OLHO NA MÍDIA
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